O Riso na Névoa
Sempre odiei palhaços. Nunca entendi como alguém poderia achá-los engraçados. Mas o que aconteceu naquela noite provou que meu medo sempre foi justificado. Era uma cidade pequena, rodeada por florestas densas e um clima sempre enevoado. Havia uma história local sobre um antigo circo que, décadas atrás, desapareceu sem deixar vestígios. Diziam que, em noites de névoa, se ouvia um riso distante ecoando pelas ruas desertas. Alguns moradores juravam ter visto figuras estranhas caminhando entre as árvores, mas ninguém nunca teve coragem de investigar de verdade. Eu trabalhava no turno da noite em uma loja de conveniência, localizada no limite da cidade. Era um trabalho solitário, especialmente depois da meia-noite, quando praticamente ninguém aparecia. As câmeras de segurança raramente captavam qualquer movimento além da névoa lá fora, dançando sob a luz fraca dos postes. Por volta das duas da manhã, um cliente entrou. Seu rosto estava escondido sob uma máscara de palhaço grot...